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O que é o Planejamento Previdenciário?

O planejamento previdenciário é uma ferramenta essencial para garantir que o segurado (pessoa que possui contribuições para o sistema de previdência) maximize seus direitos e obtenha a aposentadoria de forma mais vantajosa, tanto do ponto de vista financeiro quanto temporal.

Planejar a aposentadoria previamente permite tomar decisões informadas com base em simulações precisas, evita perda de tempo e dinheiro com requerimentos indeferidos ou benefícios menos vantajosos, e garante a melhor aposentadoria possível, adaptada às mudanças legislativas e à realidade do segurado.

No caso de uma pessoa que possua tempo de contribuição no Regime Geral de Previdência (INSS) e também no Regime Próprio (como servidor público), o planejamento previdenciário demonstra como uma análise detalhada das regras e opções disponíveis pode impactar significativamente o valor do benefício e o momento da aposentadoria.

Importância do Planejamento Previdenciário

1. Análise Personalizada das Regras Previdenciárias

O planejamento considera as particularidades da pessoa, como tempo de contribuição em dois regimes distintos (RGPS/INSS e RPPS), e simula diferentes hipóteses de aposentadoria.

São avaliadas regras de transição pós-Reforma da Previdência (EC 103/2019), que são complexas e exigem cálculos específicos para cada segurado.

2. Identificação da Melhor Opção de Aposentadoria

O planejamento compara várias modalidades de aposentadoria, como:

  • Aposentadoria por Tempo de Contribuição no RGPS: Requer pedágio de 100% e idade mínima, com benefício calculado sobre 100% da média salarial.
  • Regra dos Pontos no RPPS: Permite redução da idade mínima e garante integralidade e paridade, resultando em benefício mais vantajoso.

Essa análise permite a escolha mais estratégica entre regras de transição, como a Regra dos Pontos 95/85 no RPPS para servidores públicos distritais.

3. Correção de Pendências para Otimização do Tempo de Contribuição

No Regime Geral (INSS), o planejamento aponta a necessidade de:

  • Reconhecer períodos de atividade especial;
  • Fechar vínculos empregatícios não contabilizados;
  • Lançar contribuições faltantes;
  • Comprovar exercício em condições especiais (insalubridade, por exemplo);
  • Lançar remunerações provenientes de ações trabalhistas.

Já no RPPS, o planejamento identifica:

  • Comprovação de contribuições durante licenças sem vencimento;
  • Averbação de tempo de outros regimes;
  • Comprovação de tempo especial ou diferenciado.

4. Prevenção de Riscos e Surpresas Desagradáveis

O indeferimento inicial de aposentadorias por falta de tempo de contribuição demonstra como a falta de planejamento pode gerar frustrações.

O planejamento orienta sobre a necessidade de documentação adequada e correções prévias, evitando perda de tempo e recursos financeiros.

Também orienta sobre procedimentos administrativos, como protocolo no INSS ou abertura de processo administrativo.

5. Maximização do Benefício Financeiro

A escolha da regra mais vantajosa pode representar uma grande diferença financeira, impactando diretamente a qualidade de vida do aposentado.

Como é feito um Planejamento Previdenciário?

Análise do Caso Concreto

O primeiro passo é conhecer a realidade do segurado. Questões analisadas:

  • O segurado é autônomo?
  • Possui contribuições que não aparecem no CNIS?
  • Contribui desde quando?
  • Trabalhou na roça ou em condições insalubres?

Acesso e Análise do CNIS

Após o levantamento inicial, é feita a análise detalhada do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), verificando:

  • Lacunas contributivas;
  • Necessidade de averbações ou retificações;
  • Tempo principal e tempo de contribuição secundário;
  • Documentos comprobatórios (CTPS, carnês de contribuição, laudos de atividade especial, etc.).

Comparação entre Regras de Transição Pós-Reforma

São avaliadas:

  • Tabela de idade progressiva para mulheres (60 anos em 2019 e 62 anos em 2023);
  • Exigência de carência (180 meses) e tempo de contribuição (15 anos) para aposentadoria programada;
  • Comparação entre regras antigas (média dos 80% maiores salários) e novas regras (média de 100% das contribuições).

Observação de Pontos Críticos

Fatores relevantes incluem:

  • Período em gozo de benefício por incapacidade (auxílio-doença): contagem para tempo e carência;
  • Vínculos ou atividades concomitantes: soma de contribuições conforme o art. 32 da Lei 8.213/1991;
  • Riscos de indeferimento por inconsistências no CNIS ou documentação inadequada.

Definição de Estratégias

Com o apoio de ferramentas especializadas e após cálculos minuciosos, são definidas as melhores estratégias para obtenção da aposentadoria, com acompanhamento jurídico tanto no requerimento administrativo quanto, se necessário, em processo judicial.